
Última atualização: 9 de março de 2026 – 17h35
Uma explosão ocorreu por volta das 4 horas da manhã de 9 de março de 2026 em frente à sinagoga situada na rua Léon Frédéricq, em Liège. Não há feridos, apenas danos materiais importantes foram registados. As autoridades qualificam o ato de antissemita.
Em resumo
• Explosão por volta das 4h em frente à sinagoga de Liège
• Vidros estilhaçados e porta danificada pelo fogo
• Nenhum ferido
• Qualificado de « ato antissemita abjecto » pelo presidente da câmara Willy Demeyer e pelo ministro do Interior Bernard Quintin
• Inquérito do Ministério Público federal + divisão antiterrorista
• NOVO: O CCOJB exige « ações concretas » e denuncia a ausência de estratégia nacional contra o antissemitismo
O que aconteceu exatamente?
Por volta das 4h, um engenho explosivo foi colocado ou lançado em frente a uma das portas principais da sinagoga. A deflagração estilhaçou o grande vidro e danificou a porta de madeira. Os vidros dos edifícios situados mesmo em frente também foram estilhaçados. Um perímetro de segurança foi imediatamente estabelecido.
Reações oficiais
O presidente da câmara de Liège, Willy Demeyer, denunciou « um ato extremamente violento de antissemitismo » e recusou « a importação de conflitos externos » para a sua cidade.
O ministro do Interior Bernard Quintin declarou: « A explosão em frente à sinagoga de Liège é um ato antissemita abjecto que visava diretamente a comunidade judaica da Bélgica. »
O primeiro-ministro Bart De Wever expressou a sua solidariedade com a comunidade judaica belga.
Reação do CCOJB – Declaração oficial (9 de março de 2026)
O Comité de Coordenação das Organizações Judaicas da Bélgica (CCOJB) condena com a maior firmeza o ataque antissemita cometido na noite de domingo para segunda-feira contra a sinagoga de Liège.
« Esta explosão de origem criminal é particularmente violenta, grave e alarmante. Inscreve-se no aumento preocupante dos atos antissemitas na Bélgica e recorda os ataques passados contra lugares de culto judaicos em Bruxelas, Antuérpia e Charleroi », indica o CCOJB.
A organização expressa o seu « profundo apoio à comunidade judaica de Liège » e apela firmemente às autoridades para reforçarem imediatamente a segurança de todos os lugares de culto e instituições judaicas.
« Nos últimos anos, ouvimos muitas condenações, mas as palavras já não chegam. O que precisamos hoje são ações concretas. A Bélgica ainda não tem uma estratégia nacional de combate ao antissemitismo nem coordenador, apesar do seu compromisso junto da Comissão Europeia. Este novo ataque deve servir de sinal de alarme crucial para passar finalmente das palavras aos atos. »
O inquérito em curso
O Ministério Público federal tomou conta do caso. A divisão especializada no terrorismo da polícia judicial federal de Liège conduz as investigações. O Serviço de Remoção e Destruição de Engenhos Explosivos (SEDEE) analisa o engenho utilizado. Todas as pistas estão abertas, incluindo a de uma infração terrorista.
Medidas de segurança reforçadas
Assim que o incidente foi anunciado, o governo reforçou a proteção de todas as sinagogas, escolas e centros comunitários judaicos do país. Patrulhas adicionais foram destacadas em Liège, Bruxelas e Antuérpia.
FAQ – Explosão sinagoga Liège
Há feridos?
Não, nenhum ferido. Apenas danos materiais.
Qual é o local exato?
Sinagoga histórica (1899) na rua Léon Frédéricq, Liège.
Quem investiga?
O Ministério Público federal e a divisão antiterrorista.
Trata-se de um ato antissemita?
Sim, segundo o presidente da câmara, o ministro do Interior, o governo e o CCOJB.
O que exige o CCOJB?
Ações concretas e uma estratégia nacional contra o antissemitismo.
Última atualização: 9 de março de 2026 – 17h35