Luís Montenegro: nova investigação por fraude fiscal na sua moradia de luxo em Espinho (atualização março 2026)

Mais um escândalo que não larga o primeiro-ministro português. Enquanto o primeiro inquérito sobre vantagens fiscais indevidas foi arquivado em dezembro de 2024, o Ministério Público do Porto reabriu o caso com um segundo inquérito em 2025, revelado em meados de fevereiro de 2026.
637 239,59 € declarados… mas as faturas não batem certo
Luís Montenegro declarou ele próprio que a construção da sua grande moradia moderna em Espinho (6 pisos, elevador, 8 casas de banho, vista para o mar e muro vegetal) lhe custou exatamente 637 239,59 euros entre 2016 e 2021.
No entanto, o principal empreiteiro, Rui Mota Oliveira, faturou apenas cerca de 215 000 euros. O resto do dinheiro? Mistério total.
O Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto investiga agora oficialmente uma possível fraude fiscal e a origem real dos fundos.
Quem já foi ouvido?
• Rui Mota Oliveira (engenheiro responsável pela construção)
• José Marco da Cunha Rodrigues (responsável pela demolição da ruína antiga)
Os dois empreiteiros foram ouvidos em janeiro de 2026. O inquérito continua em curso (confirmado pela Procuradoria-Geral da República em março de 2026).
Segundo round para a mesma « casa com preço mágico »
O primeiro inquérito (2024) focava nas reduções de IVA e IMI conseguidas graças a uma classificação duvidosa de “reabilitação urbana”. Arquivado.
Este novo processo vai mais longe: mira diretamente a construção e as ligações com o ex-presidente da Câmara de Espinho, Joaquim Pinto Moreira (já implicado na Operação Vórtex).
Porquê este caso explode de novo em 2026?
Enquanto os portugueses lutam com o custo de vida e a habitação, o primeiro-ministro tem de explicar como conseguiu construir uma villa de luxo a um preço que desafia todas as leis da economia.
Luís Montenegro garante que tudo foi pago com rendimentos do trabalho, cheques e transferências bancárias. Por enquanto não há acusação formal, mas o inquérito avança.
Para reter em 3 pontos
1. Custo declarado: 637 239,59 €
2. Faturas principais: ~215 000 €
3. Estado do inquérito: aberto em 2025, audições em janeiro 2026, ainda em curso em março 2026
Conclusão
Em Portugal a corrupção não precisa de malas de notas. Basta uma bela moradia em Espinho, alguns amigos na Câmara e faturas que não batem certo. Enquanto o país sofre com os preços da habitação, o primeiro-ministro continua a ter de justificar o seu património.
Seguimos este processo dia a dia. Próxima atualização assim que o DIAP mexer.
Fontes (fevereiro-março 2026):
• Expresso – 12 de fevereiro de 2026
• Observador – 13 e 18 de fevereiro de 2026
• Público – 13 de fevereiro de 2026
• SIC Notícias
Artigo publicado a 12 de março de 2026