EUA consideram conceder asilo a judeus britânicos diante do aumento do antissemitismo no Reino Unido

Os Estados Unidos estão avaliando a possibilidade de oferecer asilo a judeus do Reino Unido diante do crescimento alarmante do antissemitismo em território britânico, segundo revelou o The Telegraph. A iniciativa estaria sendo discutida no âmbito da atual administração do presidente Donald Trump e envolveria conversas com o Departamento de Estado.

A informação foi confirmada por Robert Garson, advogado pessoal de Donald Trump, que afirmou que o Reino Unido “já não é um lugar seguro para judeus”.

“Não vejo futuro para os judeus no Reino Unido”, afirma advogado de Trump

Nascido em Manchester e atualmente residente na Flórida, Robert Garson declarou que tem mantido discussões diretas com o Departamento de Estado sobre a possibilidade de os EUA se tornarem um refúgio seguro para judeus britânicos que fogem da hostilidade crescente.

“O Reino Unido já não é um lugar seguro para judeus. Conversei com o Departamento de Estado sobre a possibilidade de o presidente oferecer asilo aos judeus britânicos.”

Segundo Garson, os ataques islamistas, como o ocorrido contra uma sinagoga em Manchester, e a explosão de atos antissemitas após o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro, foram decisivos para essa avaliação.

“Quando observo o que está acontecendo com os judeus na Grã-Bretanha e as mudanças demográficas em curso, não acredito que haja um futuro para os judeus no Reino Unido.”

Comunidade educada, integrada e vista como ativo para os EUA

Garson destacou que a comunidade judaica britânica representa um perfil altamente integrado e qualificado, o que tornaria a concessão de asilo não apenas uma decisão humanitária, mas também estratégica:

“É uma comunidade altamente educada, que fala inglês como língua materna e não apresenta altos índices de criminalidade. Não é uma proposta pouco atraente.”

Essas conversas também teriam sido mencionadas por Garson em seu papel como membro do Conselho do Museu do Holocausto dos Estados Unidos, órgão ao qual foi nomeado por Trump em 2025.

Críticas diretas a Keir Starmer e às autoridades britânicas

O advogado atribuiu grande parte da responsabilidade ao primeiro-ministro britânico Keir Starmer, acusando-o de ignorar deliberadamente o avanço do antissemitismo:

“Keir Starmer fechou completamente os olhos para o antissemitismo. Ele permitiu que o ódio se tornasse algo comum na sociedade.”

Garson também acusou o Crown Prosecution Service (CPS) de falhar em aplicar a lei contra manifestantes que teriam glorificado a violência contra judeus após os ataques do Hamas.

Falha na aplicação da lei e temor de radicalização islamista

Ex-promotor e advogado criminalista no Reino Unido, Garson afirmou que há uma “falta de vontade política” para utilizar a Public Order Act contra manifestações anti-Israel que, segundo ele, extrapolam para o discurso de ódio.

Ele foi além, alertando para o risco de expansão do islamismo radical:

“Se o islamismo fundamentalista não for contido, algumas áreas do Reino Unido acabarão sob a sharia. Primeiro eles vêm atrás dos judeus, depois vêm atrás da sua cultura.”

Garson questionou ainda por que o IRGC iraniano e a Irmandade Muçulmana não foram formalmente banidos ou sancionados pelo governo britânico.

Um debate com impacto internacional

A eventual oferta de asilo político a judeus britânicos pelos Estados Unidos teria implicações diplomáticas profundas, tanto para as relações EUA–Reino Unido quanto para o debate global sobre liberdade religiosa, imigração e combate ao antissemitismo.

O tema surge em um contexto de reconfiguração política no Ocidente, no qual Washington sinaliza disposição para assumir um papel mais assertivo na proteção de minorias perseguidas, especialmente em países tradicionalmente considerados seguros.

Antissemitismo no Reino Unido: um alerta para o Ocidente

A discussão sobre asilo evidencia um alerta sério para as democracias europeias: o crescimento do antissemitismo já não é visto apenas como um problema social, mas como uma questão de segurança e direitos fundamentais.

Se confirmada, a iniciativa dos EUA poderá marcar um precedente histórico, reforçando a ideia de que a proteção das comunidades judaicas voltou a ser um tema central da política internacional em 2026.

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