Por Nairen Nobre
Hoje, domingo, 22 de fevereiro de 2026, estudantes de grandes universidades em Teerã e Mashhad realizaram concentrações coordenadas marcando o quadragésimo dia de memória das vítimas descritas como “eternamente lembradas”, mortas durante a Revolução Nacional. Nos campi, os manifestantes desafiaram abertamente a República Islâmica, gritando “Viva o Xá” e outros slogans que confrontam diretamente o regime dominante.
A onda de protestos estudantis espalhou-se pelas seguintes instituições:
• Universidade Shahid Beheshti (Teerã)
• Universidade de Tecnologia Sharif (Teerã)
• Universidade de Tecnologia Amirkabir (Teerã)
• Universidade de Teerã
• Universidade de Ciências Médicas de Mashhad
• Universidade Ferdowsi de Mashhad
• Universidade de Ciência e Tecnologia do Irã (Teerã)
• Universidade de Tecnologia K. N. Toosi (Teerã)
• Universidade Sajjad de Mashhad
Slogans Defiantes Contra o Regime
Na Universidade de Tecnologia Amirkabir, os estudantes realizaram uma homenagem e entoaram:
“Não demos nossas vidas para fazer concessões, nem para louvar um líder assassino.”
Estudantes da Universidade Shahid Beheshti fizeram algumas das acusações mais diretas contra as forças de segurança do regime, gritando:
“Basij, IRGC, ISIS, vocês são a mesma coisa.”
“Nós lutamos, nós morremos, nós retomamos o Irã.”
“Morte a Khamenei.”
Na Universidade de Tecnologia Sharif, os estudantes hastearam a histórica bandeira do Leão e do Sol no campus – um símbolo poderoso associado ao Irã pré-revolucionário e visto como a rejeição mais forte ao domínio da República Islâmica.
Estudantes da Universidade K. N. Toosi reuniram-se para homenagear e exigir justiça para os mortos durante os Protestos de Janeiro, referindo-se aos manifestantes que foram fatalmente baleados durante a revolta nacional.
Na Universidade de Ciência e Tecnologia do Irã, os estudantes gritaram:
“Juramos pelo sangue dos nossos camaradas, ficaremos até o fim.”
Repressão Violenta em Curso
Forças Basij e as unidades de repressão de Khamenei estão realizando ataques brutais contra os estudantes em muitas dessas concentrações.
Relatos de testemunhas oculares e vídeos que circulam online mostram que forças ligadas ao regime agiram rapidamente para intimidar, dispersar e agredir fisicamente os manifestantes estudantis em vários locais.
Uma Mudança Simbólica Crescente
A natureza coordenada dos protestos, a rejeição explícita ao Líder Supremo Ali Khamenei e a exibição pública de símbolos monarquistas sinalizam uma ruptura cada vez maior entre a geração jovem do Irã e a estrutura de poder da República Islâmica.
Enquanto os campi voltam a ser epicentros da dissidência, o regime enfrenta um desafio familiar, mas cada vez mais perigoso: uma geração que não está disposta a recuar apesar da repressão violenta.
FAQ
Q1: O que está acontecendo no Irã em 22 de fevereiro de 2026?
R: Milhares de estudantes estão protestando em 9 grandes universidades de Teerã e Mashhad, entoando “Viva o Xá” e “Morte a Khamenei” durante o memorial de 40 dias das vítimas da Revolução Nacional.
Q2: Quais universidades estão envolvidas nos protestos?
R: Shahid Beheshti, Sharif, Amirkabir, Universidade de Teerã, Ferdowsi de Mashhad, Universidade de Ciência e Tecnologia do Irã, K. N. Toosi, Universidade de Ciências Médicas de Mashhad e Sajjad.
Q3: Qual é o principal slogan dos estudantes iranianos?
R: “Viva o Xá” — junto com “Morte a Khamenei” e “Basij, IRGC, ISIS, vocês são a mesma coisa.”
Q4: A bandeira do Leão e do Sol foi hasteada?
R: Sim — na Universidade de Tecnologia Sharif. É o símbolo mais forte de rejeição à República Islâmica e um apelo claro ao retorno da monarquia.
Q5: Há repressão contra os estudantes?
R: Sim. O Basij e as forças especiais de Khamenei estão fazendo repressão brutal: espancamentos em massa, gás lacrimogêneo e prisões em vários campi.
Q6: Isto é um ponto de virada?
R: Sim. Pela primeira vez desde 1979, a juventude iraniana exige abertamente o retorno do Xá e rejeita maciçamente o regime teocrático.
Q7: Por que estes protestos são importantes?
R: Mostram que as universidades iranianas se tornaram o novo epicentro da resistência e que a Geração Z está pronta para enfrentar repressão extrema para derrubar o regime.
Q8: Data exata e contexto?
R: Domingo, 22 de fevereiro de 2026 — memorial de 40 dias das vítimas da Revolução Nacional. Primeira grande revolta estudantil coordenada de 2026.