Crise em Alepo: Ataques às áreas curdas causam milhares de deslocados em janeiro de 2026

Crise em Alepo: Ataques às áreas curdas causam milhares de deslocados em janeiro de 2026

Atualização mais recente (8 de janeiro de 2026)

A violência em Alepo intensificou-se desde 6 de janeiro de 2026, com confrontos entre as forças do governo transitório sírio (liderado por Ahmad al-Sharaa, ex-HTS) e as Forças Democráticas Sírias (SDF), de maioria curda. Os bairros curdos Sheikh Maqsoud e Ashrafiyeh são o centro dos combates, com bombardeios, toque de recolher imposto pelo exército sírio e dezenas de mortos (pelo menos 20 civis confirmados). Cerca de 30.000 pessoas foram deslocadas, segundo ONU e observadores independentes.

O governo sírio declarou os bairros “zonas militares fechadas” e acusa a SDF de iniciar os ataques; a SDF denuncia bombardeios indiscriminados contra civis. A crise ameaça o frágil acordo de integração da SDF ao exército nacional assinado em 2025.

Fontes: Reuters, BBC, Al Jazeera, AP News, UN OCHA, Kurdistan24 (atualizações até 8 de janeiro de 2026).

Reações internacionais: Quem se posicionou a favor dos curdos?

A resposta global continua cautelosa e limitada. Até o momento, apenas dois países emitiram declarações públicas claras em defesa dos curdos e alertando a comunidade internacional:

•  Reino Unido: Expressou “profunda preocupação” com a violência em Alepo, pedindo desescalada imediata, proteção de civis e diálogo (declaração oficial do Foreign Office, citada por Kurdistan24).

•  Israel: O Ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, publicou uma condenação forte e direta aos ataques do regime sírio contra a minoria curda. Em post no X, ele afirmou:

“Os ataques das forças do regime sírio contra a minoria curda na cidade de Alepo são graves e perigosos.

A comunidade internacional em geral, e o Ocidente em particular, deve uma dívida de honra aos curdos que combateram com bravura e sucesso contra o ISIS.

A repressão sistemática e assassina das diversas minorias da Síria contradiz as promessas de uma ‘nova Síria’.

O silêncio da comunidade internacional levará a uma escalada da violência pelo regime sírio.”

Essa declaração de Sa’ar é, até agora, uma das vozes mais explícitas em defesa dos curdos e crítica ao silêncio global. Não há, porém, declaração oficial do governo israelense (liderado por Netanyahu) sobre o tema específico destes confrontos.

Outros países (EUA, França, Alemanha, UE) ainda não emitiram posicionamentos públicos claros sobre esta crise recente, apesar do histórico apoio ocidental à SDF na luta contra o ISIS.

A situação permanece volátil. Qualquer escalada pode provocar mais reações internacionais.

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