Irão: documento secreto revelado — Banco Central aciona plano de emergência bancária face a ciberataques
TEERÃO — Um documento confidencial, agora revelado, mostra que o Banco Central da República Islâmica do Irão emitiu uma diretiva urgente dirigida a vários bancos estratégicos do país, ordenando a aplicação imediata de medidas reforçadas de segurança perante riscos de sabotagem e ciberataques.
O documento, datado de 8 de janeiro de 2026 (calendário iraniano: 1404/10/08), foi emitido pela Vice-Presidência dos Sistemas de Pagamento e das Tecnologias Inovadoras do Banco Central. A instrução foi enviada às direções de várias instituições financeiras, incluindo o Bank Kargoshaee, o Bank Gardeshgari (Banco do Turismo), o Banco Conjunto Irão–Venezuela e a instituição de crédito Mellal.
Crescente tensão no domínio da segurança digital
Segundo o teor da diretiva, as autoridades iranianas receberam alertas credíveis sobre possíveis tentativas de exploração de vulnerabilidades de segurança, capazes de afetar a prestação de serviços bancários e os sistemas de pagamento em determinadas regiões do país.
O objetivo declarado é assegurar a continuidade dos serviços financeiros, reforçar a resiliência das infraestruturas críticas e antecipar eventuais tentativas de desestabilização económica através de meios cibernéticos ou híbridos.
Instruções detalhadas e operacionais
O Banco Central determina, entre outras medidas, que os bancos abrangidos procedam a:
- Avaliação imediata dos riscos de sabotagem, em particular nos sistemas de alimentação elétrica de emergência;
- Reforço dos controlos físicos e técnicos nas agências bancárias e zonas sensíveis, incluindo a identificação de equipamentos suspeitos;
- Preparação de planos de continuidade de negócio para os serviços bancários digitais e redes de pagamento;
- Definição de soluções alternativas para a produção e envio de cartões bancários, reduzindo dependências externas;
- Salvaguarda e testes de recuperação dos dados sensíveis dos clientes;
- Garantia da disponibilidade contínua de pagamentos, cartões e contas, tanto presencialmente como à distância;
- Reforço da monitorização dos sistemas críticos e ativos digitais, com redução ativa de vulnerabilidades;
- Fortalecimento dos Centros de Operações de Segurança (SOC) para acelerar a deteção e resposta a ameaças;
- Capacidade de assegurar a mobilidade dos ativos dos clientes sem dependência de um sistema central único, em situações de emergência.
Geração Z e a Revolução no Irão
A Geração Z iraniana não protesta apenas políticas: rejeita o fundamento ideológico do regime, tornando a transformação de longo prazo inevitável, ainda que o colapso imediato não seja certo.
Generation Z and the Revolution in Iran
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Um sinal claro ao setor bancário
O carácter urgente e confidencial do documento revela o nível de preocupação das autoridades monetárias. A segurança bancária deixa de ser apenas um desafio técnico e assume-se como um tema de soberania económica e nacional.