INEM: greve de 14 e 28 de setembro mantém-se «para já»; governo marca serviços mínimos
« Por Patrick Lancier »
TL;DR — Quarta-feira, 26 de agosto de 2026, a reunião no Ministério da Saúde — ministra Ana Paula Martins, direção do INEM, Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar — acabou sem acordo sobre a reorganização do dispositivo. ECO, atualizado às 17:58. Rui Lázaro, presidente do STEPH: «Não foi possível chegar a acordo.» «Existiram aproximações. Contudo, não foi possível chegar a acordo.» «Neste momento, para já, a greve continua agendada» — 14 e 28 de setembro. A ministra anunciou a marcação imediata de serviços mínimos. Medidas na peça da ECO: transferência da gestão de 54 ambulâncias de emergência médica do INEM para as Unidades Locais de Saúde; as atuais 46 SIV passam a viaturas ligeiras de emergência. As «56 ambulâncias» de que Lázaro falou nas transferências hospitalares são cifra do sindicato — atribuída, não substituem as 54 da ECO. A greve de setembro ainda não ocorreu. Não se inventam mortes em 2026.
Reunião de quarta: aproximações, nenhum acordo, greve de pé
Várias horas. Ministério. Martins a mediar. No fim, Lázaro aos jornalistas. Renascença, 17:45: «Para já, mantém-se a greve.» Houve tempo para clarificar as reivindicações. O Governo, diz o sindicalista, teve oportunidade de se aproximar. «Afinal, tal como nós suspeitávamos, queremos todos que o INEM continue a dar a resposta e que saia reforçado.» As divergências sobre o dispositivo não foram ultrapassadas. Não é um veredito de rua. Não é uma desconvocação.
O processo continua. Lázaro espera, nos próximos dias, uma contraproposta do presidente do INEM, em nome do Governo e da ministra. Os trabalhadores analisam. Se a resposta do INEM não for colocada em causa e sair reforçada, o STEPH «terá todo o gosto de desconvocar a greve». Até lá, 14 e 28 de setembro ficam no calendário.
54 e 46 na ECO; 56 na boca do sindicato; serviços mínimos já
ECO descreve as medidas do conselho diretivo: 54 ambulâncias de emergência médica passam à gestão das ULS; 46 ambulâncias de suporte imediato de vida deixam de ser ambulâncias e passam a viaturas ligeiras de emergência. O sindicato contesta as duas. Lázaro apontou avanços na «alocação das 56 ambulâncias» de emergência médica às transferências hospitalares — número dele, atribuído ao STEPH, não uma correção das 54. Também falou de aproximações na transformação das SIV em ligeiras, medida que o STEPH continua a rejeitar. Não se misturam as duas contas.
Martins, em conferência: como ainda não há entendimento, o Governo avança de imediato com a marcação de serviços mínimos. Se a greve for suspensa, não serão necessários. Se não for, têm de estar assegurados. Na próxima semana, análise mais detalhada das matérias pelo presidente do INEM. «Não havendo naturalmente, por agora, qualquer compromisso das partes quanto ao desfecho.» A transformação, disse, assenta no relatório da comissão técnica independente e em auditorias da IGAS e da IGF. Diálogo «até ao último segundo».
Setembro ainda não chegou. 2024 não se copia para 2026.
A greve está marcada. Não está feita. Quem escrever falhas de 2026 inventa o socorro. Interdito. A ECO recorda, como história, a greve de 2024: uma inspeção da IGAS a 12 mortes ocorridas durante essa paralisação concluiu que pelo menos uma morte, em Pombal, «poderia ter sido evitada caso tivesse havido socorro, num tempo mínimo e razoável». Uma frase, atribuída, 2024. Não é um recenseamento de 2026. Não se inventa um morto deste ano.
Em 26 de agosto de 2026, três frases. Sem acordo. Greve de 14 e 28 de setembro «para já». Serviços mínimos marcados. 54 e 46 na ECO; 56 é o sindicato. Sem mortes inventadas. É todo o fio português desta hora.
FAQ
A greve do INEM está confirmada?
Para já, sim. Lázaro, 26 de agosto: continua agendada para 14 e 28 de setembro. Pode ser desconvocada se a contraproposta for aceite e a resposta do INEM sair reforçada.
Houve acordo na reunião de quarta-feira?
Não. «Não foi possível chegar a acordo.» Houve aproximações. Martins marca serviços mínimos e pede análise na próxima semana, sem compromisso de desfecho.
O que são os 54, os 46 e os 56?
ECO: 54 ambulâncias de emergência médica para as ULS; 46 SIV para viaturas ligeiras. As 56 são a cifra de Lázaro sobre alocação às transferências hospitalares — sindicato, atribuído.
Já há mortes ligadas a esta greve de 2026?
Não. A greve de setembro ainda não ocorreu. As 12 mortes e o caso de Pombal são da inspeção IGAS à greve de 2024, uma frase histórica.
Esta peça copia IMT, INE ou avisos do IPMA?
Não. Fio INEM de quarta-feira. Só português.
Fontes
- ECO, 26 de agosto de 2026, atualizado às 17:58 — reunião Ministério da Saúde / INEM / STEPH; Ana Paula Martins; Rui Lázaro; sem acordo; aproximações; greve 14 e 28 de setembro «para já»; serviços mínimos; 54 AEM para ULS; 46 SIV para ligeiras; Lázaro «56 ambulâncias» nas transferências; contraproposta; diálogo até ao último segundo; IGAS/IGF; greve 2024, 12 mortes, Pombal (histórico)
- Renascença, 26 de agosto de 2026, 17:45 — «Para já mantém-se a greve»; aproximações sem acordo; 14 e 28 de setembro; contraproposta do presidente do INEM
« Por Patrick Lancier »
