Avaliação da casa pelos bancos sobe a 2 240 euros por m² em julho
Por Patrick Lancier
Em julho de 2026, o valor mediano de avaliação bancária da habitação foi 2 240 euros por metro quadrado, mais 12 euros do que em junho. Em termos homólogos, a taxa de variação fixou-se em 15,2%, depois de 16,6% no mês anterior. O INE publicou o destaque a 26 de agosto. Não é o preço de uma escritura. É o que o banco escreve quando alguém pede crédito. No Norte, a AICCOPN conta 20 403 fogos novos licenciados nos 12 meses até junho, mais 17%.
2 240 euros o metro: o que o INE mede
O Instituto considerou cerca de 34,1 mil avaliações em julho, mais 1,4% do que em junho e mais 0,6% do que em julho de 2025. O Observador precisa 34 053 avaliações: 21 036 apartamentos e 13 017 moradias. E chama-lhe máximo da série. O destaque do INE não usa a palavra recorde. Usa 2 240 euros, mais 12, e 15,2%.
Nos apartamentos, a mediana foi 2 627 euros o metro, mais 16,5% do que em julho de 2025. A Grande Lisboa ficou a 3 469. O Algarve a 3 010. O Centro a 1 739. O Alentejo a 1 778. O T1 subiu 41 euros, para 3 343. O T2, 17 euros, para 2 711. O T3, dois euros, para 2 255. Estas três tipologias pesaram 92,9% das avaliações de apartamentos. Nas moradias, a mediana foi 1 606 euros o metro, mais 13,6% em termos homólogos. O resumo aberto do INE não publica um metro da AMP do Porto nesta série. Não se inventa.
Norte: 20 403 fogos novos em 12 meses
A AICCOPN, retomada pelo ECO a 28 de agosto, conta 20 403 fogos licenciados em construções novas no Norte, nos 12 meses terminados em junho, mais 17% face a 17 401. T0 e T1: 26%. T2: 31%. T3: 37%. T4 ou mais: 6%. No país, as licenças de construção e reabilitação habitacional caíram 6,9% no primeiro semestre, para 9 836. Os fogos licenciados, esses, subiram 4%, para 22 216. Menos projetos. Mais fogos por projeto. No Porto, o quarto da rentrée chegou a 450 euros, acima dos 419 euros do teto de alojamento privado para bolseiros deslocados.
O crédito também pesa na prestação
No fim de julho, o stock de empréstimos para habitação chegou a 118,0 mil milhões de euros, mais 11,0% num ano, a maior subida desde fevereiro de 2003, segundo o Banco de Portugal, a 27 de agosto. São mais 1 223 milhões do que em junho. É variação de stock, concessões menos amortizações. Não é o montante «contratado» do mês. A prestação média dos contratos em vigor foi 414 euros em julho, mais 3 euros, segundo o INE a 20 de agosto. Desde 1 de agosto, a recomendação do supervisor baixa o limite da taxa de esforço de 50% para 45% nas novas avaliações.
FAQ
2 240 euros é o preço de venda no Porto?
Não. É a mediana nacional da avaliação bancária em julho, no pedido de crédito. O INE não publica neste destaque um metro da AMP.
Os 15,2% são o mesmo que os 16,6% de junho?
Não. 15,2% é a taxa homóloga de julho. 16,6% era a de junho. A variação abrandou.
20 403 fogos, é o país?
Não. É o Norte, fogos novos licenciados nos 12 meses até junho. AICCOPN via ECO, 28 de agosto.
Os 118 mil milhões foram todos emprestados em julho?
Não. É o stock no fim do mês. A variação mensal foi +1 223 milhões, concessões menos amortizações.
Fontes
- INE, 26 agosto 2026 — avaliação bancária julho 2 240 €/m² (+12 €; +15,2 % homólogo); cerca de 34,1 mil avaliações
- Observador, 26 agosto 2026, citando INE — 34 053 avaliações; apartamentos 2 627 €/m²; Grande Lisboa 3 469; Algarve 3 010
- ECO, 28 agosto 2026, citando AICCOPN — Norte 20 403 fogos novos em 12 meses (+17 %); licenças S1 9 836 (−6,9 %); fogos 22 216 (+4 %)
- Banco de Portugal, 27 agosto 2026 — stock crédito habitação 118,0 mil milhões € no fim de julho (+11,0 %; +1 223 M€ m/m)
Por Patrick Lancier
